Em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta segunda-feira (3), Pedro Bial fez críticas ao documentário de Petra Costa, Democracia em Vertigem, que concorre ao Oscar. Segundo o global, a produção é “uma ficção alucinada”.
De acordo com Bial, as conclusões do documentário não decorrem das premissas. Para o jornalista, existe uma “narração miada, insuportável, onde ela (Petra Costa, narradora e diretora) fica choramingando o filme inteiro”.
O apresentador não parou por aí. Segundo Bial “é um filme de uma menina dizendo para a mamãe dela que fez tudo direitinho, que ela está ali cumprindo as ordens e a inspiração de mamãe, somos da esquerda, somos bons, não fizemos nada, não temos que fazer autocrítica”, disse.
A princípio, o jornalista se refere a mãe da diretora, que foi ativista contra a ditadura militar e aparece no longa, além de ter laços de proximidade com a família de Lula.
O global ainda continuou, dizendo que o documentário tenta passar a impressão de que “foram os maus do mercado, essa gente feia, homens brancos, que nos machucaram e nos tiraram do poder, porque o PT sempre foi maravilhoso e Lula é incrível”, completou.
Bial chamou essa tentativa de transformar Lula e Dilma em mártires de “uma ficção alucinada. É mais que maniqueísmo, é uma mentira”, finalizou.